“Fomos criados pelo Deus amor”

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“‘Louvado sejas, meu Senhor’, cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum pode se comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe que nos acolhe em seus braços”, assim o Papa Francisco dá início à sua encíclica Laudato Si’. O documento, lançado em 24 de maio de 2015, revela a importância que a Igreja, e não só ela, deve dar às questões ecológicas.

No segundo parágrafo do escrito, o Pontífice expressa, com preocupação, o clamor do planeta. “Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou.” (LS 2). Um pouco mais adiante, Francisco lança uma pergunta: “que tipo de mundo queremos deixar a quem nos suceder, às crianças que estão crescendo?” (LS 160). Antes, porém, do cuidado com a Terra, deve nos preocupar a educação e a vida do ser humano. Isso porque é a humanidade a responsável pelo desequilíbrio dos ecossistemas.

Nascida na França, a missionária Anne Marie saiu de casa aos 21 anos. O desejo de cuidar da vida nasceu na comunidade ecumênica de Taizé, uma escola de valores humanos e cristãos na localidade de Borgonha. Viajou ao México para auxiliar os índios, sobretudo, na alfabetização. Com eles, aprendeu que “estar junto”, “ser presença” é grande sinal de Deus, por vezes mais importante que grandes projetos de evangelização.

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