“O melhor meio para comunicar é a nossa vida”, destaca padre Renato

Sacerdote que atua com os meios de comunicação há mais de 30 anos, fala sobre a importância da Pascom

“A comunicação é algo que faz parte do ser Igreja”, assim resume o padre Renato Ariotti, que atua nesse meio há mais de 30 anos. O sacerdote, que atualmente é pároco da Paróquia Santa Catarina, em Caxias do Sul – RS, salienta a necessidade de formar novas lideranças nas comunidades da diocese para que a evangelização se torne mais eficaz.

De acordo com Ariotti, a Igreja tem a missão de propagar a Boa-Nova do Evangelho. “A gente não se comunica a si mesmos, nós somos instrumentos que comunicam a vida de Jesus, através do nosso testemunho”, salienta.

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Testemunho vocacional do padre Sebastião

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Sou Sebastião de Vargas Furtuna filho de João Pereira Furtuna e Maria Elidia Pereira de Vargas. Nasci em Vacaria em 29 de janeiro de 1962. Com a família, viemos para Caxias do Sul em 1981. Realizei vários trabalhos profissionais e também engajamento nos trabalhos pastorais da Igreja, catequese, grupo de jovens, liturgia e outros. Sempre com o desejo de servir a Deus e sua Igreja através da vocação sacerdotal.

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Chá para reunir e cuidar

IMG_7757.JPGO verbo zelar é sinônimo de cuidar, portanto, é isso que uma zeladora de capelinhas procura fazer. São homens e mulheres – aliás, o que era uma missão feminina, hoje também conta com a ajuda masculina – que se doam a um grupo de famílias para levar a imagem de Nossa Senhora às mais diversas realidades, numa mesma rua ou quarteirão. Somente no bairro Santa Catarina, são 64 capelinhas do Imaculado Coração de Maria. Nas onze comunidades atendidas pela Paróquia, são 224 pessoas que zelam pelos núcleos familiares a elas confiados.

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A palavra-chave é ‘compaixão’

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O dia 1º de dezembro de cada ano traz uma reflexão acerca de milhares de pessoas que perdem suas vidas a partir dos diversos efeitos causados pelo vírus HIV.  Hoje, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. O preconceito gerado em torno do tema faz com que tais pessoas não sejam assistidas pela sociedade em geral. São, muitas vezes, desprezadas, olhadas de canto, com certo murmúrio, que causa desconforto. “Os portadores do vírus são percebidos com preconceito pela sociedade no geral, pois quem é portador do vírus é visto como um desregrado sexualmente no seu comportamento, um ‘pervertido’”, aponta o padre Norberto Coltro, que atua como tesoureiro da Pastoral da Aids na diocese de Caxias do Sul.

Ainda segundo Norberto, ou padre Beto como é conhecido, os infectados estão em todas as idades, com maior número entre jovens, idosos e os mais pobres. De cada três pessoas contaminadas, duas são mulheres. A cada duas jovens de 13 a 16 anos infectadas, existe um menino portador. A contaminação se dá em 97% por relação sexual e uso de drogas.

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Mãe de Deus, Mãe da vida e da saúde

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Nesta segunda-feira, 21 de novembro, a Igreja lembra a Apresentação de Maria no Templo. Em nossa Paróquia festejamos também, a solenidade de Nossa Senhora da Saúde. Trazida pelos imigrantes italianos da região de Treviso e Veneza, a devoção teve início no México, numa época em que o país era assolado pelas pestes.

Na Europa, o século XVI foi atingido por inúmeras doenças. Dentre elas, a “peste negra”, sobretudo em Portugal. O ano de 1569 foi o pior de todos. Os hospitais estavam lotados, não havia onde colocar tantos doentes, muitas pessoas já haviam morrido. O rei português, Dom Sebastião, sem mais recursos, pediu para a Espanha mandar médicos e medicamentos para auxiliar no socorro.

O povo de Portugal, em desespero, organizou várias missas orações e procissões com a imagem de Nossa Senhora durante vários meses.  Perto da igreja da cidade de Sacavém, os coveiros tiveram que abrir muitas covas para enterrar tantas pessoas que já haviam morrido por causa da peste. E aconteceu que, ao abrirem uma cova, acharam uma pequena imagem de Nossa Senhora. Todos viram o fato como um milagre e começaram a rezar e promessas pedindo o fim da peste. No ano seguinte as mortes foram diminuindo até acabarem.

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Zeladora: sinônimo de carinho e cuidado

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A região serrana do Rio Grande do Sul se desenvolveu tendo como a fé como um de seus principais esteios. Os descendentes de alemães, italianos e poloneses, ao emigrarem de suas terras e se estabelecerem na região, logo trataram de erigir os primeiros capiteis e oratórios. Os católicos que participavam da missa, celebrada em latim, costumavam rezar o terço durante o ritual, uma vez que não sabiam proferir palavras naquele linguajar.

Durante o período das imigrações, em 1888, na cidade equatoriana de Guaiaquil, o cônego José Maria Santistevan iniciou a chamada “visita circulante do Imaculado Coração de Maria”, hoje conhecidas como capelinhas da visita domiciliar. Do Equador, essa devoção mariana foi levada para outras nações latino-americanas, caribenhas e para a América do Norte. Além disso, chegou à Europa e de lá foi à Ásia, Áfria e Oceania.

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“Fomos criados pelo Deus amor”

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“‘Louvado sejas, meu Senhor’, cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum pode se comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe que nos acolhe em seus braços”, assim o Papa Francisco dá início à sua encíclica Laudato Si’. O documento, lançado em 24 de maio de 2015, revela a importância que a Igreja, e não só ela, deve dar às questões ecológicas.

No segundo parágrafo do escrito, o Pontífice expressa, com preocupação, o clamor do planeta. “Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou.” (LS 2). Um pouco mais adiante, Francisco lança uma pergunta: “que tipo de mundo queremos deixar a quem nos suceder, às crianças que estão crescendo?” (LS 160). Antes, porém, do cuidado com a Terra, deve nos preocupar a educação e a vida do ser humano. Isso porque é a humanidade a responsável pelo desequilíbrio dos ecossistemas.

Nascida na França, a missionária Anne Marie saiu de casa aos 21 anos. O desejo de cuidar da vida nasceu na comunidade ecumênica de Taizé, uma escola de valores humanos e cristãos na localidade de Borgonha. Viajou ao México para auxiliar os índios, sobretudo, na alfabetização. Com eles, aprendeu que “estar junto”, “ser presença” é grande sinal de Deus, por vezes mais importante que grandes projetos de evangelização.

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