Chá das Zeladoras quer movimentar Paróquia

Felipe Michelon Padilha.JPGDepois de quase uma década, as zeladoras e zeladores de capelinhas da comunidade Santa Catarina estão se preparando para o Chá das Zeladoras 2017. O encontro de confraternização será realizado no próximo domingo, 11 de junho, a partir das 15h, no Espaço de Eventos – Salão Paroquial Santa Catarina.

Os ingressos custam R$ 18 e R$ 10, para adultos e crianças respectivamente. Além do chá, serão servidos doces como torta, bolo, sagu e grostoli. Os salgados serão pasteizinhos, pizzas e mini cachorros-quentes. A coordenadora paroquial das zeladoras e zeladores, Nelsa Franzoi, conta que é uma alegria retomar uma tradição que havia sido deixada de lado há alguns anos. “É uma alegria imensa poder confraternizar com a comunidade, as famílias e as zeladoras. E não podemos esquecer dos zeladores. Uma missão que antigamente era feminina, hoje já tem homens levando à frente a devoção de Maria”.

Já o pároco, padre Renato Ariotti, convida a comunidade para participar do Chá. “O verbo zelar é sinônimo de cuidar, portanto, é isso que uma zeladora de capelinhas procura fazer. São homens e mulheres se doam a um grupo de famílias para levar a imagem de Nossa Senhora às mais diversas realidades, numa mesma rua ou quarteirão. Será um momento fantástico de celebramos, nos alegrarmos e participarmos juntos”, comenta o sacerdote.

Sobre a devoção

A devoção da capelinha de visita domiciliar começou em 1888, na cidade equatoriana de Guayaquil, durante o período das imigrações. Lá, o cônego José Maria Santistevan iniciou a chamada “visita circulante do Imaculado Coração de Maria”, hoje conhecidas como capelinhas da visita domiciliar. Tal costume de prover a visita do Imaculado Coração de Maria entre as famílias cristãs chegou ao Brasil em 1914.
Em Caxias do Sul, introdução dessa prática se deu em julho de 1948. Na época, dona Clélia Manfro visitava seguidamente sua irmã Égide, em Curitiba (PR). Na capital paranaense, já estava enraizada tal devoção ao Imaculado Coração de Maria. Católica fervorosa, Clélia trouxe a devoção para o município.

Fez contato com o bispo diocesano, dom José Baréa e com o padre Ernesto Brandalise. Recebeu a aprovação dos mesmos e, com o auxílio de zeladoras do Apostolado da Oração, organizou a primeira capelinha. Com o decorrer do tempo, sua aceitação cresceu e a devoção espalhou-se por toda a diocese.

No bairro Santa Catarina, esta prática teve início em fevereiro de 1950, quando dona Clélia contatou sua amiga Graciema Fiorelli e ambas organizaram a primeira capelinha. Quatro anos antes de ser elevada a Paróquia, a capela Santa Catarina possuía a sua primeira zeladora.

Atualmente, somente no bairro Santa Catarina, são 64 capelinhas do Imaculado Coração de Maria. Nas onze comunidades atendidas pela Paróquia, são 224 pessoas que zelam pelos núcleos familiares a elas confiados.

Mais informações e ingressos poderão ser conferidas na Paróquia Santa Catarina, pelo fone (54) 3211-3510.

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