Professor: semeador, chamado a cuidar da vida

 

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Fabrícia Biolchi – Professora de Química

 

O que é ser professor? O dicionário, grande manual da sala de aula, ilustra esse profissional como o “aquele que leciona em algum estabelecimento de ensino”, ou ainda, o “indivíduo que se dedica a dar aulas sobre certo tema”. Mas, será que é somente isso? Antes de tudo, ser educador é uma missão. Exige doação, comprometimento e cuidado. Sim, cuidado com a vida de cada aluno.

No Brasil, 15 de outubro, é o Dia do Professor. Sua origem se deve ao fato de que, em uma data de 15 de outubro, o Imperador Dom Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, em 1827, com a criação das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país.

Hoje, a nação brasileira vive sob o temor da violência, da insegurança e refém da economia desleal que favorece grupos e deixa milhões na pobreza. A sétima maior economia do mundo, o país pentacampeão de futebol e maior nação católica do planeta, pode continuar assim? Não estaria fadada ao fracasso? Será que a educação não seria a base para a estruturação e o desenvolvimento integral dos brasileiros?

No entanto, a economia brasileira está em crise. As finanças gaúchas estão colapso. Como ser educador e viver a missão de ensinar e ajudar crianças, adolescentes e jovens a vislumbrar um futuro, com tanto descaso e falta de investimento? “Os alunos são o principal motivo de não desistir e seguir adiante, apesar de todas as dificuldades e todos os contratempos que existem. Eles motivam a ser melhor a cada dia, em levar o melhor para eles”, destaca a jovem professora Fabrícia Biolchi, 32 anos.

Professora de química na Escola Estadual Henrique Emílio Meyer, Fabrícia lamenta a saída dos jovens e a falta de perspectiva para o ensino superior. No entanto, ela ressalta a importância do cuidado. “Nesse momento, minha missão é plantar a sementinha, um dia ela pode germinar e dar frutos!”  Apesar das dificuldades, a missão de cuidar e ensinar também passa por observar. “A juventude que eu vejo dentro da sala de aula é trabalhadora. Tem sonhos de ser alguém na vida e buscar o melhor”, comenta.

Ao ser perguntada sobre as alegrias de ser professora, a jovem revela que gosta de saber que os alunos passaram no vestibular. Ah, ela conta que muitos a procuram para dizer que durante a prova de admissão ao ensino superior, lembraram da “profe” explicando o conteúdo. Docente desde 2012, ainda não teve nenhum aluno concluinte de graduação. Mas espera com grande alegria. “Eu tenho certeza que será um orgulho muito grande”, resume.

Graduada pela Universidade de Caxias do Sul, Fabrícia percebe que o tempo e a conjuntura familiar, muitas vezes, não cooperam para que os jovens vislumbrem um futuro bom, que os faça felizes. “Muitas vezes é bem difícil dar aula nesse contexto, pois muitas responsabilidades foram transferidas para a escola.” Ao pontuar essa questão, ela cita o cuidado com a vida e a preocupação com o futuro de cada jovem. “Muitas vezes, precisamos ser um pouquinho de pai e mãe. Além disso, temos de dar aquele “puxãozinho 13417504_1052468544840705_5337086745061013474_n.jpgde orelha”, quando necessário.

Fabi, como é conhecida, revela que já teve vontade de largar tudo. Contudo, quando escolheu a missão de ensinar, estava ciente das dificuldades. Apesar disso, ela enuncia que o amor é imprescindível para não desistir. Bingos, gincanas, experiências em laboratório são alguns dos artifícios utilizados pela professora para que os alunos adquiram o gosto por aprender.

Com efeito, o que Fabi considera mais importante e fundamental é o cultivo da espiritualidade. Católica, a professora Fabrícia não fala de suas crenças na sala. Todavia, ela utiliza de sua fé para ser o melhor que seus alunos necessitam. “É muito importante, tem que ter um pouquinho de Maria que foi a primeira professora de Jesus na forma de olhar, no jeito de falar, nas atitudes, ser doce”, conta.

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